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BEM-
AVENTURADOS OS AFLITOS
CAPÍTULO. V DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPÍRITISMO 1- Sermão da Montanha 2- Justiça das aflições 3- Causas atuais das aflições 4- Causas anteriores das aflições 5- Esquecimento do Passado 6- Motivos de resignação 7- Suicídio e loucura 8- Instrução dos espíritos 9- Bem sofrer e mal sofrer 10- O mal e o remédio 11- A felicidade não é deste mundo 12- Perda dos entes queridos 13- Mortes prematuras 14- Um homem de bem teria morrido 15- Tormentos voluntários 16- A verdadeira desgraça 17- A melancolia 18- Provas voluntárias 19- O verdadeiro cilício 20- Deveríamos por termo às provas alheias? 21- É licito abreviar a vida de quem sofre mal incurável? 22- Sacrifício da própria vida. 23- Proveito para outros dos nossos sofrimentos.
No sermão da Montanha, disse Jesus: "Bem- Aventurados os que choram; porque serão consolados. Bem- Aventurados os que tem fome e sede de justiça; porque eles serão fartos. Bem- Aventurados os que padecem perseguição por amor de justiça; porque deles é o reino dos Céus." (Mateus, V:5, 6 e 10) E, levantando ele os olhos para seus discípulos, dizia: "Bem-aventurados vós os pobres, porque vosso é o Reino de Deus. Bem-aventurados os que agoira tendes fome, porque vós sereis fartos." (Lucas, VI: 20 e 21) "Mas ai de vós os que sois ricos, porque tendes a vossa consolação. Ai de vós os que estais fartos, porque vireis a ter fome. Ai de vós que agoira rides, porque gemereis e chorareis." (Lucas VI, 24 e 25)
A compensação prometida por Jesus aos aflitos, não poderá ter lugar, senão na vida futura. ((Espiritualidade) Sem a certeza do porvir, tais máximas não teriam sentido. Então porque sofrem uns mais do que outros? Por que nascem uns na miséria e outros na opulência? Por que uns nada sai bem enquanto que para outros tudo lhes parece sorrir? É muito incompreensível ver os bens e os males desigualmente distribuídos. Ver que homens virtuosos sofrem ao lado de maus que prosperam? Entretanto, desde que se admite Deus como bondade, justiça e amor, não pode agir caprichoso, nem parcialmente. As vicissitudes da vida tem, pois, uma causa; e desde que deus é justo, a causa também deverá sê-lo. Disto, todos devem se compenetrar.
As vicissitudes da vida, são de duas ordens ou, se quiser, tem duas origens bem diferentes e que convém distinguir: umas tem a causa na vida presente; outras, fora desta vida. Muitos males, são conseqüência natural do caráter e da conduta daqueles que os sofrem. Quantas pessoas são vitimas de sua imprevisão de seu orgulho e de sua ambição. Quantos arruinados por falta de ordem, de perseverança, por mau proceder , ou por não terem sabido limitar seus desejos. Quantas uniões infelizes, porque baseadas apenas no cálculo frio, no interesse ou na vaidade, nas quais não entrou o coração. Quantas divergências seriam evitadas, com mais moderação e menos susceptibilidade. Quantas enfermidades de toda sorte, quantos pais desgraçados pêlos filhos porque não combateram as más tendências do espírito na sua infância. Pôr debilidade ou por indiferença deixaram que neles se desenvolvessem os germes do orgulho, do egoísmo e da torpe vaidade que secam o coração e, mais tarde, colhendo o que semearam admiram-se e afligem-se de sua falta de deferência e de sua ingratidão. Interroguem friamente a consciência e verão que quase sempre é possível dizer: Se eu tivesse feito tal coisa não me encontraria em tal posição. A quem devem culpar senão a si mesmos? Assim é que na maioria dos casos, o homem é o autor de seus próprios infortúnios. O homem os evitará quando trabalhar para o seu melhoramento moral, tanto quanto para o intelectual. Não há uma só falta, por mais leve que seja, uma única infração a lei Divina, que não tenha conseqüência forçosas e inevitáveis. Mais ou menos desagradáveis. Daí se segue que tanto nas pequenas com nas grandes coisas, é sempre o homem castigado onde pecou. Os sofrimentos que são a conseqüência, o advertem de que agiu mal, serve-lhe de experiência, fazendo-o sentir a diferença entre o bem e o mal e a necessidade de se melhorar , a fim de evitar para o futuro aquilo que foi a causa de pesares. Algumas vezes, entretanto, a experiência vem um pouco tarde, quando a vida está gasta e perturbada, as forças debilitadas e o mal sem remédio. Então o homem exclama: se no começo da vida eu tivesse sabido o que agoira sei, quantos passos falsos, teria evitado! Assim como o operário preguiçoso que diz: " Perdi o meu dia" também diz: " Perdi minha vida" Mas assim como para o operário nasce o Sol no dia seguinte e recomeça uma nova jornada, que lhe permite a recuperação do tempo perdido, Também para ele, depois da noite da sepultura, resplandecerá o Sol de uma nova vida na qual poderá aproveitar a experiência do passado e suas boas resoluções para o futuro.
Os três amigos (pequena história) CARLOS ORLANDO E PAULINHO, eram colegas no grupo escolar. Cada qual com sua índole. Cada qual com seu caráter.
Carlos era muito esquentado (pavio curto). Brigava por qualquer coisa. Não que as pessoas devam ser totalmente passivas (indiferentes, inertes) Isto é, aceitarem tudo o que lhes acontece. Exemplos: Se perdeu algo, procure encontra-lo. Se deseja conquistar um bem, lute, trabalhe e se esforce por conquista-lo. São alternativas válidas, dizia sempre a mamãe. Mas brigar por tudo, não. Nem vale a pena. Brigar pelo primeiro lugar na fila Porque o colega sem querer pisou-lhe o pé, e outras brigas sem justo motivo etc.
Fica ciumento porque a mamãe agradou o irmão caçula. Mamãe explica que os primeiros lugares na fila, são determinados pela professora Os primeiros da fila, devem ser os menores ou os maiores. O colega deve ser desculpado, pois foi sem querer. Não deveria ser ciumento, com o agrado ao irmão menor, pois ele é pequeno e precisa de carinho. Carlos, demostrava com isso que era um menino prepotente e de caráter difícil. O que é ser prepotente? É ser egoísta e vaidoso. É achar-se o centro das atenções, o dono da verdade. Tudo deve girar a sua volta, achando-se a mais importante das criaturas. E o que é Caráter? São traços essenciais que servem para determinar ou classificar uma pessoa. A pessoa ciumenta, egoísta, e vaidosa, demostra fraqueza de caráter (que são traços imperfeitos de uma pessoa) Assim era o nosso Carlos.
Como era briguento, as pessoas evitavam-no. Ele sofria com isso, porque era vaidoso e queria ser o centro das atenções. Sofria também com o ciúmes do irmão menor. O ciúme, dá um sintoma dolorido, um estado de inquietude dentro de nós. Então alguém poderá perguntar: O que tem tudo isto a ver com as AFLIÇÕES ATUAIS DA VIDA? É que todo efeito, tem uma causa e toda causa, produz um efeito. Carlos, sofre porque é vaidoso, ciumento e egoísta. O sofrimento é o efeito, a causa é a sua imperfeição. E ai estão explicadas as aflições atuais da vida de nosso Carlos. Se ele combater as suas imperfeições, não sofrerá essas aflições. Não seria evitado pelas pessoas e sim, amado pêlos colegas e outras pessoas. Moral da história. Devemos ser bons para não sofrer-mos e muito melhores ainda, para não fazer-mos os outros sofrerem.
Posto haja males cuja causa é o próprio homem, outros há aos quais ele é estranho, ao menos na aparência e que, parece o ferem como uma fatalidade. Tal é por exemplo, a perda dos entes queridos e dos que sustentam a família. Tais são ainda os acidentes, que nenhuma previsão pode evitar. Os reveses da fortuna, que zombam de todas as medidas de previdências. As pragas da natureza, as enfermidades de nascença e, principalmente aquelas que tiram ao infeliz os meios de ganhar a vida pelo trabalho. As deformidades físicas, a idiotia, a imbecilidade etc. Certo é que aqueles que nascem em tais condições, nada fizeram nesta vida para merecer uma sorte tão triste. Pôr que tantos seres desgraçados, enquanto ao seu lado, sob o mesmo teto, na mesma família, enquanto há outros favorecidos em todos os sentidos. E que diremos então dessas crianças que morrem prematuramente e da vida só conheceram os sofrimentos? Problemas que nenhuma filosofia resolveu, anomalias que nenhuma religião justificou e que seriam a negação da bondade, da justiça e da providencia da Deus, na hipótese de que a alma seja criada ao mesmo tempo que o corpo e cuja sorte está irrevogavelmente fixada depois da passagem de alguns instantes pela terra . Que fizeram estas almas, que acabam de sair das mãos do Criador, para tantas misérias sofrerem aqui? Entretanto, como sabemos que todo efeito tem uma causa. Essas misérias são efeitos que devem tem uma causa. E desde que se admita um Deus Justo, a causa deve ser justa. E se essa causa não está na vida presente, deve ser anterior a esta vida, Pertencer à vidas passadas. A prosperidade do mau , é apenas momentânea; e se não expia hoje, espiará amanhã, enquanto aqueles que sofrem, expiam o passado. É assim que pela pluralidade das existências e pelo destino da Terra, como Planeta de expiação, que se explicam as anomalias apresentadas na partilha da felicidade e da desdita entre os bons e os maus aqui na Terra. As tribulações da vida podem ser impostas a espíritos endurecidos, ou muito ignorantes, que não podem fazer uma escolha com conhecimento de causa; são porem, escolhidas livremente e aceitas pêlos espíritos arrependidos, que desejam reparar o mal que fizeram e acostumar-se a agi melhor. O mesmo se dá com o que, tendo cumprido mal a sua tarefa, pede que se lhe deixe recomeçar, para não perder o resultado de seu trabalho. Estas aflições, pois são, ao mesmo tempo, expiações do passado, que castigam e provas para o futuro, que preparam. Entretanto nem todo sofrimento na Terra, indica determinada falta: freqüentemente são simples provas escolhidas pelo espírito para acabar sua purificação e acelerar seu progresso. Assim, a expiação serve sempre de prova, mas nem sempre a prova é uma expiação. Provas e expiações são indícios de inferioridade, porque o que é perfeito não necessita ser provado. O que sofre com resignação, pode ser sem dúvida, um espírito de certa elevação. Ao contrário, pode considerar-se como expiação , o espírito que sofre com murmurações e rebeldia. O sofrimento que não se rebela, também pode ser uma expiação; entretanto indica que foi escolhido e não imposto. Os espíritos não podem aspirar a felicidade perfeita senão quando puros; toda mancha veda-lhes a entrada nos mundos ditosos. Os espíritos despojam-se pouco a pouco de suas imperfeições nas diversas existências físicas. Quanto mais grave é o mal, tanto mais enérgico deve ser o remédio. O que muito sofre, deve dizer que muito tinha a espiar e alegra-se pela cura rápida.
Se Deus julgou, lançar um véu sobre o passado, é que isto deve ser útil Com freqüência, o Espírito renasce no mesmo meio onde viveu e se encontra em relação com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes haja feito: Se nelas reconhecesse as que antes odiara , talvez o ódio despertasse; de qualquer modo ver-se-ia humilhado perante aqueles a quem houvesse ofendido. Deu-nos Deus, para nos melhorar-mos, exatamente o que é necessário e suficiente: A VOZ DA CONCIÊNCIA, e as tendências instintivas. Tira-nos aquilo que nos pode prejudicar. Ao nascer, trazemos o que adquirimos. Cada existência é um novo ponto de partida. Se sofre punição, é porque praticou o mal Suas atuais tendências, indicam aquilo que deve ser corrigido. O esquecimento do passado, é apenas durante a vida corporal. Entretanto, na vida espiritual, ele recobra a lembrança do passado. Com as palavras "BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS, PORQUE SERÃO CONSOLADOS" indica Jesus ao mesmo tempo, a compensação que espera os que sofrem, e a resignação que bendiz o sofrimento como prelúdio da cura. Esses são os Motivos de Resignação. Resulta que de tudo o que se conhece, devemos dar menos importância às coisas materiais, moderar nossos desejos, sem invejar os outros, suportar os reveses, adquirindo assim uma calma e resignação tão úteis à saúde do corpo quanto à saúde da alma, e é o maior preservativo contra a loucura e o suicídio.
Quando Jesus disse: " BEM-AVENTURADOS OS QUE CHORÃO, PORQUE ELES SERÃO CONSOLADOS", não se referiu em geral, aos que sofrem, porque todos aqui sofrem, quer vivam em um palácio, quer numa cabana. Mas, poucos sabem sofrer, poucos compreendem que só as provas bem suportadas conduzem ao reino de Deus. Não ter coragem é uma falta. A prece é um conforto, mas não é tudo. Deve-se apoiar-se numa fé viva na bondade de DEUS Temos ouvido que um fardo pesado, não é posto em ombros débeis, mas que a carga é proporcionada às forças, assim como a recompensa é proporcional à resignação e à coragem. (LACORDAIRE) É porventura a Terra um lugar de delicias ou de alegria? Não disse o Profeta. " haverá choro e ranger de dentes, para os que estiverem neste vale de dores" Vos que nele estiveres, esperai lágrimas ardentes, e penas amargas. Levantando os olhos para o Céu, bendizei ao Senhor. Diz Santo Agostinho: "Que remédios poderíamos ministrar aos atacados por doenças graves e cruéis obsessões ? Um só é infalível: a fé, A fé, é o remédio seguro do sofrimento."
Ainda os três amigos-(pequena história) Lembram-se de Carlos, Orlando e Paulinho? Se Carlos sofria porque era imperfeito, veremos agoira a história de Orlando e Paulinho.
Orlando possuía uma deformidade física. Um de seus pés tinha um defeito que o fazia mancar. Sofria muito com isso e tornou-se cheio de complexo por causa disso.
Achava que os colegas riam-se dele, que evitavam-no nas competições esportivas pela sua lentidão, etc. Muito ingratos os colegas, pois Orlando os compensava com um tratamento carinhoso e afetivo. Ignorantes das grandes verdades e ensinamentos cristãos, não sabiam os colegas das desigualdades e diferenças de cada um. Mas em casa os pais e irmãos são gratos companheiros de romagem terrena. Mesmo generoso e amigo, é portador de uma deficiência que o faz sofrer. Jesus nas bem-aventuranças, diz que os que sofrem serão consolados. Orlando sabe que na presente vida, colhe o que no passado plantou, porque tudo se paga, e Jesus disse: " não sairás daqui, até pagares o último sentil" Antes quando voltou a espiritualidade o nosso Orlando, viu claro e sentiu a necessidade de progredir espiritualmente. Mas para tanto, teria que voltar a encarnar no plano físico, com uma deficiência orgânica, que o faria pagar uma grave falta do passado.
Teve bom animo, orou e pediu aos protetores ajuda necessária . foi atendido e renasceu com o defeito no pé Embora resignado e paciente, verdadeiramente é um bem- aventurado , porque pagando a sua divida do passado, será feliz no futuro. E Paulinho, que história nos conta?
Ah! Paulinho é um espírito muito endurecido. Na espiritualidade, não há esquecimento do passado. Então este espírito viu que seus débitos eram grandes e não encontrava em si mesmo, coragem para encarnar entre meio a criaturas que ele muito havia prejudicado no Passado. Deu-se então que a assembléia de Deus, sob as orientações de Jesus , o Mestre, movimentou-se a seu favor. Decidiram que Paulinho (nome que viria a ser o seu) na nova vida na Terra, teria uma reencarnação imposta . Para o seu próprio adiantamento espiritual é claro. O livre- arbítrio é um Dom que Deus nos oferece. Porem, quando o espírito é muito endurecido e abusa dessa liberdade, fica temporariamente sem esse Dom, dependendo ai da assistência dos bons espíritos, até que se arrependa e de os primeiros passos a sua regeneração própria. Porque Deus o nosso Pai, quer o progresso de todos os filhos.
Paulinho que em existência passada havia sido belicoso militar, que dirigira muitas campanhas de guerras, com arrogância e cheio de vícios e paixões, reencarnava-se entre aqueles que prejudicou.
Seu caráter é deficiente, seu organismo é fraco e por expiação sofre um retardamento mental, que o impede de acompanhar o aprendizado escolar com a desenvoltura necessária. Mesmo assim, tem como amigos na Terra, Carlos e Orlando que são como irmãos bem amados.
Alem disso, há vovó Julinha que reúne os netinhos e mais as crianças do prédio para contar Parábolas e histórias de Jesus e falar sobre a felicidade de ser bom.
Diz alguém: Não sou feliz! A felicidade não se fez para mim! Exclama em geral o homem de todas as condições sociais. A máxima de eclesiastes diz: "A felicidade não é deste mundo" Realmente: nem a fortuna, nem o poder, nem mesmo a florida juventude, são condições essenciais para a felicidade, direi mais: nem mesmo a reunião dessas três condições tão invejadas. Pôr mais que se faça, cada um tem o seu quinhão de misérias, seus desenganos e trabalhos e sofrimentos. Daí deduzirmos que a Terra é lugar de Provas e Expiações. Mas a Terra, não está destinada a ser sempre uma penitenciaria. Pelos progressos realizados, podeis deduzir os progressos futuros. Mas para tanto, é preciso que cada um se despoje energicamente do "HOMEM VELHO" Que os corações aspirem para o futuro um mundo em que a felicidade deixe de ser uma palavra vã. (François N. Madeleine) Sobre a felicidade, Rodrigues de Abreu diz no livro " Cânticos do Além" Pisicografado por Dolores Bacelar
Em minha vida, Quando na Terra, Tinha um jardim, Onde plantava As minhas flores, Puros amores Que cultivava Toda manhã No coração Eram sorrisos Doces carinhos De pura irmã Suaves delicias Puras caricias Amor e benção De minha mãe Santa velhinha De quem eu era Toda paixão! Mas certa vês Eu desejei Ir a procura (triste loucura) De uma outra flor.... E pela Terra Busquei-te um dia Felicidade.... Rosas colhi por toda Parte, para ofertar-te! Com que paixão Com que calor Busquei-te em vão.... Ora no amor Sempre falaz E enganador Ou na mentida Mas tão querida Gloria da vida. Onde a sonhada coroa da vida Só tem cravos, só cravos E mais nada. Onde no pó Diluem-se os louros Sem nenhum dó..... Fui nos tesouros Vi pratas, ouro Gemas imensas Dignas de um Rei Mas não achei O que procurava. E retornei de minha viagem Triste e sozinho.... As minhas rosas Tinham murchado pêlos caminhos. Hoje bem sei, Felicidade, Porque na vida Não te encontrei... Tu não estavas Onde busquei Eu te esquecera No meu jardim, E lá ficaste À minha espera E de saudades Morreste enfim... Felicidade Sempre é assim Eu te buscando Por toda parte Sem encontrar-te E tu tão perto Tão perto Junto de mim.
Quando a morte vem segar em vossas famílias, levando jovens em lugar de velhos, dizeis:" Deus não é justo, pois sacrifica, cheios de vida para conservar os que já viveram. Homens! porque medis a justiça Divina pelo padrão da vossa? Muitas vezes o bem está onde supondes ver o mal. Aquele jovem atendeu a lei de Justiça (causa e efeito) e partiu na época prevista desde a espiritualidade e o velho, teria que cumprir sua missão ou provação, também com a mesma justiça. É a mesma coisa com a morte das crianças, Tudo tem seu motivo, e uma explicação justa. Mães, sabeis que vossos filhos muito queridos estão juntos de vós, sim, muito juntos; que seus corpos fluídicos vos rodeiam, seus pensamentos vos protegem, Mas vossos pesares infundados os afligem. (SANSON)
Muitas vezes, falando de um malvado que escapa de um perigo dizeis: " Se fosse um homem de bem, teria morrido". Ignorando as leis Divinas, dizei uma blasfêmia. Enganai-vos porque aquele que parte, já concluiu sua tarefa, e o que ficou, pode não ter começado a sua. Devemos habituar-nos a não censurar aquilo que não compreendemos. (FÉNELON)
Corre os homens em busca da felicidade. Esta lhe escapa. Porque a felicidade perfeita, não existe na Terra. Busca-a entretanto nas coisas perecíveis, nos gozos materiais, em vez de busca-la nos prazeres da alma.
Sabeis porque uma vaga tristeza, as vezes se apodera de vossos corações? E vos leva a considerar tão amarga a vida? É o vosso espírito que aspira a felicidade e a liberdade e ligado ao corpo que lhe serve de prisão, em vão se esforça para dele sair. Vendo inúteis seus esforços, cai no desalento e, com isso influi, apoderando-se de vós a melancolia o abatimento e uma espécie de apatia. Deveis resistir com bom animo, e com energia Esperai com paciência o anjo da liberdade. Pensai que durante a vossa estadia na Terra , tendes a cumprir uma missão que ignorais. (FRANÇOIS DE GENEVE)
Perguntais se é permitido aliviar vossas próprias provas. Esta pergunta, se relaciona com esta outra," É permitido a quem se afoga, procurar salvar-se? A quem se espeta um espinho, procurar extirpa-lo? Ao que está enfermo, se chamar um médico? O objetivo das provas, é exercitar a inteligência, bem como a paciência e a resignação. Um homem pode nascer em situação penosa e embaraçosa, exatamente para ser obrigado a buscar os meios de vencer as dificuldades. O mérito está em suportar o inevitável. É necessário bem distinguir. Não debiliteis vosso corpo com inúteis privações e macerações sem propósito, porque tendes necessidade de todas as forças. Martirizar voluntariamente vosso corpo, é infringir a lei de Deus, O cilício em benefício do próximo é abençoado por Deus, Se quiserdes um cilício, aplicai-o à vossa alma e não ao corpo. (UM ANJO DA GUARDA) Em vez de buscar a paz do coração, única e real felicidade aqui na Terra, o homem é ávido de tudo quanto agita-lo e perturba-lo e- coisa singular! Parece que a prosperidade cria os próprios tormentos, quando está em suas mãos evita-los. Há-os porventura, maiores que os causados pela inveja e pelo ciúme? Para o invejoso e para o ciumento, não há repouso; é uma febre continua. A prosperidade dos rivais dá-lhes vertigens. A estes não se aplica as Bem-Aventuranças, ao contrário, quantos tormento a si mesmo evita, aquele que sabe contentar-se com o que tem Esses é que são os tormentos voluntários para os que buscam os prazeres perecíveis. (FÉNELON)
A verdadeira desgraça, não é a que os homens supõem. Essas são para aqueles que só enxergam o presente. Dizei-me se um acontecimento momentaneamente feliz, mas de funestas conseqüências, não é realmente mais desgraçado que um outro que inicialmente causando uma viva contrariedade, acaba produzindo um bem?
Para julgar uma coisa, é mister saber as conseqüências, Para o homem, é necessário transportar-se além da vida, porque é ali que se fazem sentir as conseqüências. Esperai, vós que chorais Tremei vós que rides A verdadeira desgraça é a que surpreende a alma enfraquecida pela indiferença e pelo egoismo. (DELFINA DE GERARDIN) Por outro lado: desde que não haja intenção de buscar a morte, não há suicídio. Mas sacrifício e abnegação na ajuda ao próximo , mesmo que se tenha certeza de perecer. (SÃO LUIZ)
Tais sofrimentos podem proveitosos para os outros material e moralmente. Materialmente, se, pelo trabalho, privações e os sacrifícios que se impõem contribuem para o bem estar material do próximo; moralmente pelo exemplo que dão a sua submissão à vontade de Deus. Esse exemplo do poder da fé Espírita, pode estimular os infelizes a resignação, salva-los do desespero e de funestas conseqüências para o futuro. (SÃO LUIZ) Paris 1860.
Se estas na Terra de expiação e provas, tudo o que vos acontece, é conseqüência das vidas anteriores. A justiça de Deus deve seguir o seu curso. Mas vejamos que meios nosso Pai do Céu pôs ao nosso alcance para aliviar os sofrimentos de meus irmãos vejamos se nossos conforto moral, nosso apoio material e nossos conselhos poderão ajuda-lo. Ajudai-os sempre, mas lembrando que só Deus é quem pode fazer essa prova cessar ou continuar. (BERNARDIM)
Quem vos dá o direito de prejulgar o designo de Deus? Qualquer que seja o estado de um moribundo, ninguém pode assegurar que haja soado a sua última hora. O materialista que só vê o corpo e nada se importa com a alma, não pode compreender tais coisas Mas o Espírita que sabe o que se passa além do túmulo, conhece o valor dos últimos instantes. Mitiguei os últimos sofrimentos quanto puderes, mas não cuideis de abreviar a vida, por um minuto que seja, porque esse minuto pode evitar muitas lágrimas no futuro (SÃO LUIZ)
Quer o homem se mate, quer se faça matar, o objetivo é sempre o mesmo de abreviar a vida e, por conseguinte, há suicídio de intenção embora não de fato. Intenção premeditada, anula o mérito da ação. (SÃO LUIZ)
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