ESBOÇO GEOLÓGICO DA TERRA
GÊNESE DE ALLAN KARDÉC CAP. VII


Períodos Geológicos _ Estado primitivo do Globo, Período Primário, Período de Transição, Período Secundário, Período Terciário, Período Diluviano Período Pós Diluviano, ou Atual, Nascimento do Homem


PERÍODOS GEOLÓGICOS


          A Terra conserva em si os traços evidentes da sua formação. Acompanham-se-lhe as fases com precisão matemática, nos diferentes terrenos que lhe constituem o arcabouço. O conjunto desses estudos, forma a ciência chamada Geologia. Ciência nascida no século (XLX) que projetou luz sobre a tão contravertida questão da origem do Globo terreno e dos seres vivos que o habitam.

          Neste ponto, não há simples hipótese; A história da formação da Terra está escrita nas camadas Geológicas.

          É a própria natureza quem fala. Desde que se notem traços de fogo, pode dizer-se com certeza, que houve fogo ali; onde se vejam os da água, pode dizer-se que ali esteve a água, desde que se observem os traços de animais, pose-se dizer que ali viveram animais. A Geologia é pois uma ciência toda de observações. Só tira deduções do que vê, sob pontos duvidosos, nada afirma. Não emite opiniões discutíveis. Sem as descobertas da Geologia, bem como as da Astronomia, a Gênese do mundo ainda estaria nas trevas da lenda. Graças a ela o homem conhece hoje a história da sua habitação.



          Pelas estratificações, camadas super postas com espessura que varia desde alguns centímetros até 100 metros e mais, entre si, pela cor, e pela natureza das substancias de que se compõe. Por vários caracteres, reconhece-se que elas se formaram sucessivamente, depositando-se uma sobre a outra, em condições e por causas diferentes. As mais profundas, formaram-se em primeiro lugar, e posteriormente as mais superficiais. Na superfície, estão as camadas vegetais. As camadas abaixo da vegetal, receberam o nome de Rochas, significa um leito ou banco de substância mineral qualquer.

          Umas são formadas de areia, de argila, outras são de pedras propriamente ditas mais ou menos dura. Grés, mármores, pedras calcárias, carvões de pedra, asfalto etc. Reconhece-se por sinais certos, que umas provem de matérias fundidas vitrificadas sob a ação do fogo; outras de substancias terrosas depositadas pelas águas, umas desagregadas como as areias, outras a principio em estado pastoso, sob a ação de agentes químicos, outras endureceram e adquiriram com o tempo, a consistência de pedra. O fogo e a água, participaram da formação dos materiais que compõem o arcabouço sólido do Globo Terráqueo.

          Ao vermos essas planícies imensas, que por vezes se estendem a perder e vista, podemos estar certos de que em épocas mais ou menos afastadas tais lugares estiveram por longo tempo cobertas de águas tranqüilas, que ao se retirarem deixaram em seco as terras que se cobriram de vegetação. Se as águas apenas depositaram areias sem agregação, temos as planícies arenosas que constituem as charnecas e os desertos.



          As formações montanhosas, rochas duras inclinadas, até por vezes vertical. Ora, como segundo as leis de equilíbrio dos líquidos e da gravidade, os depósitos aquosos somente em planos horizontais podem formar-se, pois os que se formam sobre planos inclinados, são arrastados pelas correntes e pelo próprio peso para as baixadas, evidente se torna que tais depósitos foram levantados por uma força qualquer, depois de se terem solidificado ou transformado em pedras.

          Pode-se concluir que com certeza, todas as camadas pedrosas que, provindo de depósitos aquosos, se encontram em posição horizontal, foram formadas durante séculos por águas tranqüilas, e que todas as vezes se achem em posição inclinadas, o solo foi convulsionado e deslocado, por subversões gerais ou parciais, mais ou menos consideráveis.



          Um fato importante irrecusável que oferece, são os despojos fósseis de animais e vegetais, dentro das diferentes camadas, até nas mais duras pedras.

          Conclui-se que a existência de tais seres é anterior a formação das aludidas pedras. Entre os despojos de vegetais e animais, alguns se mostram penetrados de matérias calcarias que os transformaram em pedras, alguns apresentam a dureza do mármore. São as petrificações propriamente ditas. São não raro esqueletos completos.



          Distingue-se os animais aquáticos e os terrestres por sua organização que não permite sejam confundidos. São numerosos os peixes e moluscos fósseis: Estes últimos formam bancos inteiros de grande espessura



          As mais antigas formações, contem espécies animais e vegetais que desapareceram inteiramente da superfície do Planeta. As perturbações, os cataclismos que se produziram na Terra desde a sua origem, lhe mudaram as condições de aptidões para o entretenimento da vida e fizeram desaparecer gerações inteiras de seres vivos. Interrogando-se a natureza das camadas geológicas, sabe-se que na época de sua formação, a região era ocupada pelos mares, lagoas ou florestas. Numa região, uma série de camadas eram superpostas, contendo alternativamente fósseis marinhos, terrestres e de água doce, muitas vezes repetidas, Constitui esse fato, provas de que essa época, essa região, foi muitas vezes invadida pelo mar, coberta de lagos e posta a seco. E de quantos milhares de séculos, foram precisos para que cada período se completasse. Que força poderosa para deslocar e recolocar? Para levantar montanhas? O estudo das camadas Geológicas foram divididos e chamados de períodos Geológicos São em número de 6 os principais. P. Primário, P. de Transição, P. Secundário, P. Terciário, P. Diluviano, Pós- Diluviano, ou Atual.

          Diz-se pois, que tal ou tal camada de rocha, tal ou tal fóssil se encontram nos terrenos de tal ou tal período. São os períodos principais. Porém a observação prova que muitas formações se operaram enquanto durou cada um deles.



ESTADO PRIMITIVO DO GLOBO


          Eras Arqueozóica e Proterozóica constituem o Criptozóico.

          O achatamento dos Pólos, e outros fatos concludentes são indícios certos de que o estado da Terra na sua origem, deve Ter sido de fluidez ou de flacidez, estado esse oriundo de se achar a matéria ou liqüefeita pela ação do fogo, ou diluída pela da água.



          O calor cujo aumento e progressivo à medida que se penetra no interior da Terra e que a certa profundidade, chega a uma temperatura altíssima; as fontes térmicas, tanto mais quentes quanto mais profundas. O fogo e a matéria fundida esbraseada que os vulcões vomitam, não deixam dúvidas sobre a existência de um fogo e de uma força interior.


          Experiências demostram que a temperatura se eleva de um grau a cada 30 metros de profundidade, donde se segue que a uma profundidade de 300 metros, o aumento é de 10 graus. A 3.000 metros é de 100 graus. A 25 léguas mais de 3.300 graus, temperatura que nenhuma matéria conhecida resiste a fusão. Daí deduz-se que o núcleo central, seria ocupado por matérias fundidas. A elevada temperatura das águas termais, constitui igualmente indício de proximidade com o foco central. Assim sendo, parece que o estado primitivo da Terra, há de Ter tido como causa a ação do calor e não o da água.



          Em sua origem, pois a Terra era uma massa incandescente, deu-se que ela esfriou pouco a pouco, principiando pela superfície, que então endureceu, ao passo que o interior se conservou fluído.

          Pode-se assim, comparar a Terra a um bloco de carvão que ao sair da fornalha, vaie-se apagando na superfície ao contato do ar, mas mantendo-se-lhe, o interior em estado de ignição, conforme se verificará, quebrando-o. Na época o globo terrestre era uma massa incandescente.


          Em conseqüência da irradiação do calor, chegou ao que chega toda matéria em fusão: pouco a pouco se esfriou, e o esfriamento naturalmente, começou pela superfície, que endureceu, ao passo que o interior permaneceu fluido.
Sob a influencia dessa alta temperatura, somente a maioria dessas substancias que o compõe, e que vemos sob de líquidos, ou de sólidos, de terras, de pedras, de metais e de cristais, encontravam-se em estado bem diferente. Não fizeram senão sofrer uma transformação; e em conseqüência do resfriamento e das misturas, os elementos formaram novas combinações.



          O ar muito dilatado, deveria estender-se a uma distancia imensa; Toda água, forçosamente transformada em vapor, se encontrava misturada com o ar. Todas as matérias suscetíveis de se volatilizarem, tais os metais, enxofre, e carbono, se achavam em estado de gás.



          A atmosfera nada tinha de comparável ao que é hoje; a densidade de todos esses vapores lhe dava uma opacidade que nenhum raio de Sol, podia atravessar.


PERÍODO PRIMÁRIO (ERA PALEOZÓICA OU PRIMÁRIA - INÍCIO)


          O primeiro efeito do resfriamento foi a solidificação da superfície exterior da massa em fusão e a formação de uma crosta resistente que, delgada a princípio, vagarosamente se espessou.

          Essa crosta a pedra, chamada granito, de extrema dureza. Nela se destinguem três substancias principais: O feldspato, o quartzo e a mica. Esta última tem o brilho metálico, embora não seja um metal. A camada granítica foi, pois, a primeira que se formou no globo, e que o envolve por completo, constituindo de certo modo o seu arcabouço ósseo. Sobre ela e nas cavidades que apresentava a sua superfície torturada foi que se depositaram sucessivamente as camadas as dos outros terrenos, posteriormente formados. O que a destingue destes últimos é a ausência de toda e qualquer estratificação, uma massa compacta e uniforme em toda a sua espessura, e que não é disposta em camadas. A efervescência da matéria incandescente havia de produzir nela numerosas e profundas fendas, pelas quais essa mesma matéria extravasava. O efeito seguinte do resfriamento foi a liquefação de algumas matérias contidas no ar em estado de vapor as quais se precipitaram na superfície do solo.



          Houve então chuvas e lagos de enxofre e de betume, verdadeiros regatos de ferro, cobre, chumbo e outros metais fundidos, infiltrando-se pelas fissuras. Essas matérias constituíram as veias e filões metálicos. Sob o influxo desses diversos agentes, a superfície granítica experimentou alternativas decomposições. Produziram-se misturas, que formaram os terrenos primitivos, propriamente ditas, distintos da rocha granítica, mas em massas confusas e sem estratificação regular.


          Vieram a seguir, as águas que caindo sob um solo ardente, se vaporizavam incontinente. Recaiam as chuvas sucessivamente, até que a temperatura lhes facultou permanecerem no solo em estado liquido. É a formação dos terrenos graníticos que dá começo a série dos períodos geológicos, dos quais conviria se acrescentasse o estado primitivo, de incandescência do Globo. Tal o aspecto do primeiro período. Verdadeiro caos de todos os elementos confundidos, a procura de estabilização, período em que nenhum ser vivo poderia existir. Por isso um de seus caracteres distintos, em Geologia, é a ausência de qualquer vestígio de vida vegetal ou animal. Impossível precisar a duração esse período, e aos que lhe seguiram. Mas dado ao tempo, seriam mais de um milhão de anos.

 


PERÍODO DE TRANSIÇÃO


          No começo do Período de transição, ainda era pequena a espessura da solida crosta granítica, que, portanto resistência muito fraca oferecia à efervescência das matérias esbraseadas que ela recobria e comprimia. Ai se produziram dilatações, fraturas numerosas, por onde se expandiam a lava interior. O solo não apresentava senão desigualdades pouco consideráveis.


          As águas pouco profundas, cobriam quase toda a superfície do globo, com exceção das partes soerguidas, O ar, foi pouco a pouco expurgado das matérias mais pesadas, momentaneamente em estado gasoso, e que, em se condensando pelo efeito do resfriamento, eram precipitadas na superfície do solo, depois arrastadas e dissolvidas pelas águas. Quando se fala em resfriamento, é em sentido relativo, porquanto a temperatura ainda havia de ser ardente. Os espessos vapores aquosos que se elevavam de todos os lados da imensa superfície liquida, recaiam em chuvas copiosas e quentes, que obscureciam o ar. Entretanto os raios de Sol começavam aparecer através dessa atmosfera brumosa. Uma das últimas de que o ar teve de expurgar-se, por ser gasoso o seu estado natural, foi o acido carbônico, então um de seus componentes.



          Por essa época, entraram a formar-se as camadas de terrenos de sedimentos, depositadas pelas águas carregadas de limo e de matérias diversas apropriadas à vida orgânica. Surgem ai os primeiros seres vivos do reino vegetal e do reino animal. Deles se encontram vestígios, a principio em número reduzido, porem depois, cada vez mais freqüentes, a medida que se vai passando as camadas mais elevadas dessa formação. É digno de nota que por toda parte a vida se manifesta, logo que as condições lhes são propicias a existência.

          Os primeiros seres orgânicos que apareceram na Terra foram os vegetais de organização menos complicadas, designadas em botânica sob o nome de:- Criptógamos, Acotiledônios, Monocotiledônios, quer dizer, liquens, cogumelos, musgos, fetos e plantas herbáceas. Naturalmente, ainda não se viam arvores de tronco lenhoso, mas apenas as do gênero palmeiras, cuja haste esponjosa é análoga à das ervas.



          Os animais desse período, que apareceram em seguida aos primeiros vegetais, eram exclusivamente marinhas, e de organização simples. Entre muitos: Algas, Protozoários, Esponjas, Pólipos, Anelídeos, Medusa primitiva, e outros.



          Mais tarde, apareceram crustáceos e peixes de espécies que já não existem. Sob o império do calor e da umidade e em virtude do excesso de Ácido carbônico, espalhado no ar, gás impróprio à respiração dos animais terrestres, mas necessário as plantas, os terrenos se cobriram de uma vegetação pujante, ao mesmo tempo que as plantas aquáticas se multiplicaram no seio dos pântanos. Entre esses crustáceos e animais outros, destacam-se : Escorpião do Mar, Trilobites ou Trilobitas, Conulárido, Nautilóide enrrolado, Anelidio, Esponjas, Caracol gigante, e Escorpião gigante, entre outros.

          NOTA:- Na era Paleozóica, o período Cambriano, foi dominado pelos hoje extintos Trilobites (que viviam nos quentes oceanos do Paleozóico) .


          No período Ordoviciano, pelos extintos Nautilóides Gigantes.

          No período Siluriano, pelos desaparecidos Escorpiões do Mar.

          O Devoniano, pelos peixes

          O Pencilvanio, pelos anfíbios que hoje existem em espécies de pequena importância.

          E toda vasta Era Mesozóica, pelos répteis Gigantes que já não existem.

          Na era Cenozóica, pelos Mamíferos.



          Plantas que nos dias de hoje são simples ervas de alguns centímetros, atingiram altura e grossuras prodigiosas Assim é que haviam florestas com árvores de 8 a 10 metros de altura.


PRIMEIRAS PLANTAS


          Licopódios; gênero de musgo. Tiniagrada, Nemafito, horneafito, Ciadofita, Arqueosigilária, Psilofita, Pseudosporocno, Aneurofito etc.

          Houve assim, muitas gerações de vegetais alternativamente aniquiladas.



PRINEIROS ANIMAIS


          Meganeuron (libélula primitiva, com envergadura de 75 cm).

          Escorpião, centopéia, Peixes pulmonados, Ictiostega, Aranha.



          O mesmo não se deu com os animais que sendo todos aquáticos, não estavam sujeitos a essas alternativas. Esses detritos, acumulados durante longa série de séculos, formaram camadas de grande espessura. Sob a ação do calor, da umidade, da pressão exercida, pelos posteriores depósitos terrosos e, sem dúvida de diversos agentes químicos, dos gases, dos ácidos e dos saís produzidos pela combinação dos elementos primitivos, aquelas matérias vegetais sofreram uma fermentação que as converteu em hulha, ou carvão de pedra. Esta é a Era Paleozóica ou Primária. (Durou 340 milhões de anos).

          Os Répteis de Vida aquática desta Era. Eram:

          1 Ictiossauro. Espécie de peixe lagarto de 10 m. de comprimento e cujas mandíbulas, prodigiosamente alongadas, eram armadas de 180 dentes. Sua forma geral, lembra o crocodilo, mas sem couraça escamosa. Seus olhos, tinham o volume da cabeça de um homem, possuía barbatanas como a baleia e, como esta, expelia água por aberturas próprias para isso.

          2 Pleciossauro.outro reptil marinho, tão grande como o Ictiossáuro, E cujo pescoço, excessivamente longo se dobrava como o de um cisne, e lhe dava a aparência de enorme serpente, ligada a um corpo de tartaruga. Tinha a cabeça do lagarto e os dentes de crocodilo. Sua pele, devia ser lisa, não se descobriu nenhum vestígio de escamas ou de conchas.



          As minas de hulha, são pois produto direto da decomposição dos acervos de vegetais. A vegetação era luxuriante. Plantas que hoje em dia são simples ervas de alguns centímetros, atingiam altura e grossura prodigiosa. Havia gêneros de musgos com altura de 8 a 10 metros.

          É dessa época o PTERODÁCTILO, ave gigante de asas e membrana, com bico munido de dentes que pescava como gaivota.



          Os restos fosseis da pujante vegetação dessa época, acha-se hoje sob os gelo das terras polares, tanto quanto nas zonas tórridas, segue-se que, uma vez que a vegetação era uniforme, também a temperatura o havia de ser. Os pólos portanto não se achavam cobertos de gelo como agoira. É que a Terra tirava de si mesma o calor do fogo central que aquecia de igual modo toda a camada, ainda pouco espessa. Esse calor era superior de muito ao que podia provir dos raios Solares, enfraquecidos pela desigualdade de densidade da atmosfera.

          Apresentamos, mais um animal dessa época.

          O ESFENACODONTE. Grande lagarto, espécie de crocodilo de 14 a 15 m. de comprimento essencialmente carnívoro, nutria-se de pequenos crocodilos e de tartarugas. Sua formidável mandíbula era armada de dentes em forma de laminas de podadeira, de gume duplo, recurvadas para traz, de tal jeito que, uma vês enterradas na presa, impossível se tornaria a esta desprender-se.




          Estegossauro e Brontossauro.



          Dimectrodonte e Tiranossauro (terrível).


ERA MESOZÓICA OU PERÍODO SECUNDÁRIO.


          Compõe-se esta era de 3 período:.
TRIÁSICO, JURÁSICO, e CRETÁCEO

          Os Répteis iniciaram extraordinário desenvolvimento, tornando-se a forma de vida predominante. O Estegossauro - gigante de 10 toneladas, 7 metros de extensão, cabeça rente ao chão, cristas com placas triangulares, ao longo da coluna vertebral. Brontossauro, (do grego, Bronto= trovão, Sauro= lagarto. Com 30 toneladas de peso e 20 de comprimento. (vegetariano) Tiranossauro Rx, O mais terrível carnívoro que o planeta conheceu. 15 metros da cabeça ao rabo e 6 a 7 m. de altura.

          Dimetrodonte, outro réptil da época.



          O Iguanodonte, também de tamanho descomunal. Tinha de 20 a 25 metros da cabeça a extremidade da cauda. E sobre o focinho, um chifre ósseo semelhante ao do Igano da atualidade. do qual parece que não difere senão pelo tamanho.



          Dinossauros com chifres grandes e pontudos.

          1 - Tricerátope, -2 Estiracossauro, -3 Anquilossauro.



          Estegossauro Fóssil. Da era Mesozóica ou Secundária. Foram encontrados, inúmeros fosseis de animais (Repteis) dessa época.

          Com o período de transição desapareceram a vegetação colossal e os animais que caracterizavam essa época, ou porque as condições atmosféricas já não fossem as mesmas, ou porque uma série de cataclismos haja aniquilado tudo o que tinha vida na Terra. É possível que as duas causas tenham contribuído para essa mudança. De um lado, o estudo dos terrenos, que assinalam o fim desse período, mostram grandes transtornos, causados pelos levantamentos e as erupções, que deveram derramar sobre o solo, grandes quantidades de lavas, e, outro lado, mudanças notáveis se operaram nos três reinos. O período secundário, é caracterizado, sob o aspecto mineral, por camadas numerosas e fortes que atestam uma formação lenta no seio das águas, e marcam diferentes épocas bem caracterizadas.



PERÍODO TERCIÁRIO, OU ERA CENOZÓICA


          Primeiros tempos, revolução geológica, destruição quase geral dos seres vivos.

          Com esse período nova ordem de coisas, começa para a Terra. O estado de sua superfície muda completamente de aspecto, modificando-se profundamente as condições de vitalidade e se aproxima do estado atual. Os primeiros tempos desse período assinalam uma interrupção da produção vegetal e animal; tudo revela traços de uma destruição quase geral dos seres vivos, Aparecem novas espécies, cuja organização é mais perfeita e se adapta a natureza do meio a que são chamados a viver. Durante os períodos anteriores, a crosta do globo, em virtude da sua pequena espessura, apresentava bem fraca resistência, a ação do fogo interior. Permitindo que as matérias em fusão se derramassem livremente pela superfície do globo. Isto já não acontecia quando este ganhou certa espessura.

          Então comprimido de todos os lados, as matérias esbraseadas, como água em ebulição num vaso fechado, acabaram por produzir uma espécie de explosão, violentamente quebrada num cem número de pontos, a massa ficou crivada de fendas, como um vaso rachado.



          No percurso dessas rachas, a crosta sólida erguida e aprumada, formou os picos e as cadeias de montanhas e suas ramificações. A superfície, tornou-se desigual. As águas que cobriam até aquele momento, a superfície de maneira quase uniforme foram impelidas para lugares mais baixos, deixando a seco vastos continentes, ou cumes de montanhas, formando ilhas. Tal o grande fenômeno ocorrido no período Terciário, que transformou o aspecto do Globo.

          Este fenômeno se deu sucessivamente em épocas mais ou menos distanciadas. Como conseqüência desses levantamentos, foi as camadas de sedimento, primitivamente horizontais. É assim que nas grandes elevações se encontram enormes bancos de conchas, primitivamente formadas no fundo dos mares.(camadas de calcário, de conchas, encontradas nos Andes a 5.000 metros de altura.

          Foi no Terciário que se formou as altas montanhas que hoje existem... nos lugares onde o levantamento da rocha primitiva produziu completa rasgadura de solo, quer pela rapidez quer pela forma, altura e volume da massa levantada, o granito foi posto a nu, qual um dente que irrompeu da gengiva. Os vulcões, são as chaminés da grande fornalha interior, dando saída ao excesso das matérias ígneas, e preservam a Terra de acomodações muito mais terríveis. Da imensidade desse fogo, é possível fazer-se idéia, ponderando-se que no meio mesmo dos oceanos, se abrem vulcões e que a massa da água que os recebe que os recobrem e neles penetram, não consegue extinguilos. Tal o grande fenômeno que se operou na Era Cenozóica ou Terciário que transformou o aspecto do Globo.

          Predominância dos animais mamíferos, com duração de 2.000.000 de anos.

          Formação de altas cadeias de montanhas Alpes, Andes, e Himalaia.

          Explosões vulcânicas, levantamentos que deixou, inclinadas as camadas de sedimentos, primitivamente horizontais. É assim que nas grandes elevações encontram bancos de conchas, primitivamente formadas no fundo dos mares.
Esta Era compreende 5 períodos.

          1. Paleoceno

          2. Eoceno

          3. Oligoceno

          4. Mioceno

          5. Plioceno



          Exemplos da fauna Cenozóia.

          1- Protapirus.

          2- Planetheterium,

          3- Boa Constrictor,

          4- Barylambda.


          Alguns mamíferos da Era Cenozóica.

          1- Tigre dente de sabre, 2- Alticamelos, 3- Bison Crassiocornis, 4- Teratornis, 5- Pliolyppus, -6 Dinolyus, 7- Amphicyon.



          1 Mamute Peludo

          2 Mastodonte



          1-Ave Diatryma, 2- Uintatherium- ancestral do Rinoceronte.


          Ainda mamíferos da Cenozóica

          1. Boi Almiscarado, 2-Agriotherium, ancestral do Urso.

          Assim como no Período de Transição, assistiu-se ao nascimento de uma vegetação colossal, e no Secundário aos dos Répteis monstruosos, também no Terciário apresentaram-se os gigantes mamíferos.


          1. Megatherium

          2. Borostrocon

          3. Castoroide



          O maior mamífero de todos os tempos na Terra.

          Baluchitherium, com 4 metros e 80 cms de altura.

 


PERÍODO DILUVIANO

 

          Este período teve a assinala-lo um dos maiores cataclismos que revolveram o Globo, cuja superfície ele mudou mais uma vez de aspecto, destruindo uma imensidade de espécies vivas, das quais apenas restam despojos. Por toda parte, deixou traços que atestam a sua generalidade. As águas violentamente arremessadas fora de seus respectivos leitos, invadiram os continentes, arrastando as terras e os rochedos, desnudando as montanhas, desarraigando as florestas seculares. Os novos depósitos que elas formaram são designados em Geologia, pelo nome de terrenos DILUVIANOS.



          Um dos vestígios mais significativos desse grande diluvio, são os penedos chamados " BLOCOS ERRATICOS"
Da-se essa denominação a rochedos de Granito que se encontram isolados nas planícies, repousando sobre terrenos Terciários, e no meio de terrenos diluvianos, muitas léguas das montanhas de onde foram arrancados. É claro que só uma violência muito grande, poderia arranca-los. (Um desses blocos provindo das montanhas da Noruega, serve de pedestal a estatua de Pedro o Grande em S. Petesburgo. Foi por essa época que os Pólos se cobriram de gelo e se formaram as geleiras das montanhas, o que indica mudança na temperatura d Terra. Mudança que deve Ter sido brusca, se se houvesse operado gradualmente, os animais, como os Elefantes, que hoje só vivem nos climas, e que são encontrados em grande número no est. Fóssil, nas terras Polares, teriam tempo de retirarem-se para regiões mais temperadas. Tudo prova que foram colhidos de surpresa por um grande frio.



          Foi também por essa época que os Pólos, começaram a cobrir-se de gelo e que se formaram as geleiras das montanhas, o que indica mudanças havidas na temperatura da Terra, mudança súbita, pelos indícios, apresentados.
Desconhece-se a causa real das glaciações.

          1. A variação solar recebida pela Terra é uma das muitas explicações para as modificações do clima.

          2. O levantamento de novas cadeias de montanhas, ou as mudanças nas correntes oceânicas.

          A variação na quantidade de radiação solar, parece muito provável.

          3. Uma suposição muito generalizada, é de que uma brusca, sofreu a posição do eixo e dos Pólos da Terra. (GENESE DE KARDEC).

          Daí uma projeção geral das águas sobre a superfície. Se a mudança se houvesse processado lentamente, a retirada e a projeção das águas teria sido gradual, sem abalos. Ao passo que tudo indica uma comoção violenta. Dividem-se as opiniões.

          O deslocamento repentino das águas também pode Ter ocasionado o levantamento de certas partes da Crosta sólida e a formação de novas montanhas dentro dos mares, conforme se verificou no começo do Terciário. Então o cataclismo não teria sido geral, isso não explicaria a mudança súbita da temperatura dos Pólos.

          NOTA -As Glaciações, ocorreram em diversas ocasiões durante a história da Terra.

          Houve aparentemente, grande glaciação, durante o Pré Cambriano.

          Outra no começo do Cambriano, na Austrália.

          No hemisfério Sul, ouve outra que se estendeu pelo Carbonífero e Permiano.

          Os acontecimentos climáticos, são normais na história da Terra. A mais recente glaciação iniciada aproximadamente a 1000.000 de anos(Início do Plistoceno) terminou a 11.000 anos Quantas vezes, durante essas épocas, as camadas de gelo se expandiram e se retraíram. A época atual ou Recente (Holoceno) já dura cerca de 1000 anos. A época corresponde ao Período, Pós Glacial. A temperatura vai tornar-se progressivamente mais quente.



          Esqueleto fóssil, de um Mastodonte de aproximadamente 20 milhões de anos, (Mioceno de Era Cenozóica)
Em 1771, o naturalista Pallas, encontrou nos gelo do norte, o corpo inteiro de um Mamute, revestido de pele e conservado parte de suas carnes. Em 1799, descobriu-se outro: seu esqueleto está no museu de S. Petesburgo. Nas ilhas e nas bordas do mar glacial encontra-se tão grande quantidade de defesas, que se transformou comércio de marfim fóssil na Sibéria. Assim se explicam a grande quantidade de ossadas de animais grutas e cavernas. Nalgumas, as ossadas, parecem Ter sido arrastadas para ali, pela correnteza das águas.

 


PERÍODO PÓS DILUVIANO OU ATUAL
NASCIMENTO DO HOMEM


          Uma vez restabelecido o equilíbrio na superfície do planeta, prontamente a vida vegetal e animal retomou o seu curso. Consolidado, o solo, assumiu, uma colocação mais estável, o ar, purificado, se tornara apropriado a órgãos mais delicados. O Sol brilhando em todo o seu esplendor através de uma atmosfera límpida, difundida, com a luz e um calor menos sufocante e mais vivificado do que o da fornalha interna. A terra se povoara de animais menos ferozes e mais sociáveis; mais suculentos os vegetais, proporcionavam alimentação menos grosseiras; enfim, se achava o Planeta para receber o seu hospede mais ilustre. Apareceu então o homem, último ser da criação, aquele cuja inteligência concorreria, dali por diante, para o progresso geral, progredindo ele próprio.

          O homem só terá existido na Terra, depois do período diluviano, ou terá surgido depois dessa época? Questão muito controvertida hoje, mas cuja solução, seja qual for, nada mudará no conjunto dos fatos. O que fez e supusesse que o advento do homem ocorreu posteriormente ao dilúvio, foi o fato de não se Ter achado vestígio autentico da sua existência no período anterior. As ossadas descobertas em diversos lugares e que geraram a crença na existência de uma raça de gigantes antediluvianos foram reconhecidas com sendo de Elefantes. O que está fora de dúvida, é que não existia o homem, nem no período Primário, nem no P. de Transição, e nem no Secundário, não só porque nenhum traço dele se descobriu, como também não havia para ele condições de vitalidade. Se o seu aparecimento se deu no Terciário, só pode ter sido no fim do Período e pouco então se há de ter multiplicado. Ao demais, por haver sido curto, o Período antediluviano, não determinou mudanças notáveis nas condições atmosféricas, tanto que eram os mesmos animais, antes e depois dele; não é pois possível que o aparecimento do homem, tenha precedido a esse grande cataclismo; está hoje comprovada a existência do Macaco naquela época e recentes descobertas parecem confirmar a do homem. Como que seja, tenha o homem aparecido ou não antes do grande Diluvio, Universal, o que é certo é que seu papel humanitário, somente no período Pós - Diluviano começou a esboçar-se. Pode-se portanto, considerar caracterizado pela sua presença esse Período.

 

O HOMEM--ANTROPOLOGIA FÍSICA

          O homem mais primitivo, foi um mamífero da família HOMÍNIDAS.

          A partir dessa forma primitiva, o homem evoluiu até a forma atual, conhecida pela designação de HOMO-SAPIENS.
Homem de JAVA. A 500.000 anos .

          Homem de PEQUIM- vivia em cavernas.



          O mais conhecido é o homem de NEANDERTHAL- viveu a 250.000 anos Foram encontrados despojos em diversas partes do mundo. O tamanho de seu cérebro, se aproxima a do homem atual. Vivia em cavernas. Era caçador, utilizava ferramentas e armas feitas de pedra e conhecia o fogo.



          O Homem de CRO- MAGNON a
pareceu na Europa há mais de 20.000 anos .

          Habitava em cavernas, e caçava com ferramentas que ele fazia. Viveu desde a metade do último glacial até o início da época atual. Este andava ereto e tinha cerebro igual o das raças atuais. Deixou registro de sua cultura, ferramentas, arpões, facas, martelo e pedras de raspar. Espírito artístico, deixou esculpidas e pintadas as paredes das cavernas.



          O homem das cavernas, era caçador. Utilizava ferramentas e armas feitas e pedras e conhecia o fogo.

          Um URSO SPELEO, surpreendido pelos caçadores na época do homem das cavernas.


 


O HOMEM ATUAL


          Esqueleto do homem atual. Capaz de sentir, raciocinar. e deliberar.<

          É um processo de evolução permanente. A espécie atual é dividida em raças, de tendência gregária. Possui cérebro desenvolvido, inteligência mais aprimorada. Com todos esses dons é capaz de inventos, e descobertas. Possui o Dom da fala, que é talvez o maior de todos....

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