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História
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A Figueira Estéril
Tema Evangélico
Em
uma chácara bem formada, o dono tinha muitos pés de fruta.
Havia ali laranja, banana, abacate, caju e figueiras.
Uma
das figueiras, já fazia três anos que não produzia
frutos. O dono da chácara não gostou e chamou seu empregado
e mandou que este cortasse a figueira porque ela estava ocupando inutilmente
lugar na Terra. Naquele lugar, poderia estar plantada uma outra planta
frutífera.
O
empregado respondeu: Senhor, deixe-a para mais este ano, até que
eu cave em volta dela e lhe deite adubo. Muito bem, disse o dono: faça
isso, mas se não der certo, terás que cortá-la.
Como
as plantas, nós as criaturas humanas não devemos existir
inutilmente e ocupar lugar na sociedade. Cada qual tem a sua função
e deve dar o melhor de si, porque sabemos que somos um espírito
encarnado com uma finalidade específica na presente encarnação.
Exemplo: O professor deve estar cheio de amor pela sua profissão
e pelos seus alunos.
A dona de casa, (rainha do lar) deve ser verdadeiro primor de missionaria.
"segundo a querida Meimei"
Mulher:
Missionaria da vida
Ampara o homem,
para que o homem te ampare.
Não
te conspurques no vicio e nem te mergulhes no prazer.
A
felicidade na Terra, depende de ti como o fruto depende da árvore.
Mãe,
se o Anjo do Lar.
Esposa, auxilia
sempre.
Companheira,
acende o lume da esperança
Irmã,
sacrifica-te e ajuda.
Mestra orienta
o caminho.
Enfermeira,
compadece-te.
Fonte sublime,
se as feras do mal te poluíram as
Águas,
imitam a corrente cristalina, que no serviço infatigável
a todos, expulsa do próprio seio a lama que lhe atiram. Por
mais que te aflijam as dificuldades, não te confies à tristeza
ou ao desanimo. Lembra os órfãos, os doentes, os velhos
e os desvalidos da estrada que esperam pelos teus braços e sorri
com serenidade para a luta. Deixa que o trabalho, tanja as cordas sensíveis
do teu.
Sentimento,
para que não falte a música da harmonia às pedregosas
trilhas da existência terrestre. Teu coração mulher,
é Uma Estrela encarcerada. Não lhe apague a Luz para que
o amor resplandeça sobre as trevas. Eleva-te, elevando-nos. Não
te esqueças de que trazes nas mãos a chave da vida e que
a chave da vida é a gloria de Deus "MEIMEI".
Não
estamos no mundo por "acaso." Estamos porque sabemos de onde
viemos, para onde voltamos e o que aqui estamos fazendo. Somos espíritos
que voltamos a carne. Viemos do plano espiritual cumprir na Terra uma
tarefa de aperfeiçoamento e para lá voltaremos um dia.
Então,
cada pessoa se assemelha a uma célula viva do grande organismo
chamado humanidade e se assemelham as células do nosso corpo. As
células reunidas, formam tecidos e os tecidos formam órgãos
e estes um organismo completo para um perfeito desenvolvimento. Do bom
funcionamento geral, podemos deduzir a saúde daquele corpo.
Assim
também, do bom desempenho de cada indivíduo no seu trabalho
e na sua profissão, vai aparecer o progresso individual e coletivo
para o grande organismo chamado humanidade.
Não
é só consumir. Temos o dever de e a obrigação
de produzir. Do contrário seremos como parasitas,
(plantas ou animais que vivem às custas de outros)
Aquele
pois, que foge ao cumprimento desse dever, é indigno da coletividade
a que faz parte.
As
pessoas não são iguais as plantas e aos animais. As pessoas
soão superiores porque pensam e raciocinam. Tem aspirações
realizáveis neste mundo. Possuem inteligência, vontade, um
coração que vive e se nutre de amor e um a consciência
que aspira à justiça.
As plantas
por exemplo, são fixas no chão, isto é, não
se locomovem. Nutrem-se através de suas raízes e respiram
pelas folhas.
Os animais
se reproduzem para a conservação da espécie através
do instinto. Mas tanto as plantas como os animais, produzem os seus frutos
e geram suas espécies.
Então,
se os seres inferiores, produzem para a humanidade, quanto mais o homem
que é o ser mais evoluído da criação, tem
o dever de produzir para o benefício geral da humanidade.
Todos
devem apresentar os seus frutos, começando pela melhoria própria
que é o aperfeiçoamento do caráter. A criança
deve aprender a se melhorar, Ver o exemplo das planta e dos animais, o
aprendizado necessário. As plantas nos dão alimento e beleza.
Vejam lindas jaqueiras. São árvores grandes que nos dão
sombra e oxigênio além das deliciosas frutas. Os animais,
a vaquinha nos dá o leite precioso, a carne, o couro, os ossos
etc. Não é um animal útil?
Qual o fruto
que o homem a (criança) devem apresentar. Em primeiro lugar, a
melhoria própria, isto é, ser bom, caridoso, não
ter ciúmes não mentir, não invejar etc. Cada um tem
o que merece por conquista de seu trabalho e de seu esforço. Ex.
O dono da chácara trabalhou e economizou por isso pode comprar
aquelas terras. Não devemos inveja-lo e sim seguir seus exemplos.
Quais exemplos? Trabalhar e economizar para poder comprar umas terras
e ter o nosso sitio cheio de pés de frutas. Outra conquista de
caráter é sentir-se feliz com a prosperidade alheia (coisa
muito rara).
È também
dar um pouco do que temos de supérfluo: agasalhos, calçados,
alimentos. Assim procedendo, ao voltar-mos para a espiritualidade, estaremos
melhores do que quando viemos. Essa é a verdadeira religião.
Solidariedade para com o próximo. Lembrar acontecimentos individuais
e coletivos.(sul do país)
Comentários
de Vinícius, escritor espírita de renome, sobre A FIGUEIRA
ESTÈRIL.
Particularmente
à infância e à juventude cumpre meditar no assunto
desta Parábola. A doutrina que dela ressalta, nada tem de comum
com a velha escola religiosa, cujos dogmas caducam e se desfazem ao sopro
vigoroso e racionalíssimo do panorama contemporâneo. A religião
que surge das páginas do Evangelho não é a religião
da velhice, é a religião forte e varonil dos moços.
Tal é à vontade de Deus e a natureza da fé que ela
inspira.
A
figueira era nova. Não se trata de um velho tronco cansado e exausto,
mas de uma árvore viçosa e fresca, que nada ainda havia
produzido, apesar de se achar em plena época de fertilidade. Isso
quer dizer que Jesus apela para a mocidade, pois esse é o estágio
de existência em que cumpre estabelecer as bases de um caráter
são e íntegro.
O
descaso por este apelo do Senhor demanda o emprego de adubos e o removimento
da terra em vota da figueira. O removimento e o adubo, a dor que a charrua
(arado) produz, rasgando a terra ferindo-a abrindo sulcos profundos. O
adubo significa os elementos, as substâncias que tornaram a árvore
produtiva. Assim como o arado rasga as entranhas da terra, cortando fundo,
revolvendo a superfície endurecida pela canícula, assim
o sofrimento a Dor, vem abalar o íntimo de nosso ser, despertando
nossa consciência, acordando a razão e afinando os sentimentos.
Como o arado e os adubos tornam produtiva a árvore estéril,
a Dor converte as almas frias e egoístas em corações
generosos, fecundos em obras de amor.
Do
livro A GRNDE SÌNTESE transcrevo, sobre a Dor.
"A
Dor, tem função importante em nosso aperfeiçoamento.
Não adianta mover guerra à Dor. Nunca, no meio do fulgor
de tanto progresso a Dor mais aguda e profunda; nunca foi maior o vácuo
do espírito e nunca faltou tanta coragem na luta do saber sofrer.
A ciência não a compreendeu".
A Dor, cabe
uma função fundamental de equilíbrio na economia
da vida e que, como tal, não pode ser eliminada. Ela tem íntima
função de ordem biológica construtiva, pois que é
excitadora de atividades conscientes. A ciência se pôs a campo
para eliminar as causas próximas da Dor, quando ela corresponde
a uma vasta lei de causalidade em que é preciso rebuscar e eliminar
os impulsos primeiros e longínquos. Estes estão na substância
dos atos humanos de natureza individual e coletiva.
Por
isso o enquanto o homem continuar sendo que é e não souber
realizar o esforço e superar a si mesmo, a Dor fará parte
integrante de sua vida, com funções evolutivas fundamentais,
pois que é o fator irredutível e substancial que a evolução
impõe. Se o homem não for capaz de se melhorar e enquanto
não se modificar, todas as Dores que o assediam serão justas
e bem merecidas. Pobre humanidade que odiais a Dor que haveis semeado;
que alimentais a ilusão de vence-la silenciando-a e escondendo-a
em vez de compreendei-la. Não se resolvem problemas se não
forem enfrentados com lealdade e coragem. Mas cada um, ao contrario, no
meio de tanto progresso, vai mudo dentro de si, sorridente sob a mascara
da cortesia para ocultar o seu fardo de penas secretas, e cada dia volta
a exceder-se em todos os campos e a excitar novas reações
que acarretam penas futuras. Isto é inevitável porque, a
orientação da vida está toda errada. O homem, na
sua ingenuidade, alimenta a pretensão de violar e modificar a Lei.
Está na ilusão de poder e saber tudo e de tudo fraudar;
das reações e considera o irmão caído como
um falido, em lugar de lhe estender a mão a fim de que também
lhe seja estendida quando por sua vez vier a cair. Pobre ser o homem!
Conservando-se não somente pagão mas bestial, Ele tudo rebaixa
ao seu nível - religião, sociedade, ética, preso
ainda aos instintos primordiais do furto, da guerra, é necessário
ele atravesse Dores terríveis, porque só estas poderão
fazer-se entendidas e abalar-lhe a consciência. O homem corre atras
dos sentidos, ávido de abusar de tudo, imerso no egoísmo.
Se o gênio não se abaixar até ele, por certo não
saberá fazer nada para elevar-se até o gênio.
As verdades
são amplamente divulgadas, mas o esgotamento dos ideais é
coisa tão velha quanto os homens. A última palavra caberá
a Dor, única e eterna plantadora do destino. Tenha o homem a coragem
de encarar esta realidade e abrace fraternalmente a sua Dor. Aprenda e
ascenda na arte de saber sofrer. Há muitas formas de Dor. Há
o ser que sofre nas trevas, tocados de ira, num estado de miséria
absoluta, sem luminosidade espiritual compensadora. É a dor do
furioso, cego sem esperança. Já o homem de consciência,
desperta, pesa e reflete; o espírito tem o pressentimento de uma
justiça, de uma compensação, de uma libertação
e espera. É a Dor tranqüila de quem sabe e expia; é
purgatório com o conforto da fé. O sofrimento se detém
às portas da alma que possui um abrigo de paz. A mente analisa
a Dor, descobre-lhe as causas e a lei, e a aceita livremente como ato
de justiça que conduzirá a alegria; de um tormento faz um
trabalho fecundo, um instrumento de redenção. Quanto há
já perdido a Dor de sua virulência! Quão menos áspero
é o golpe quando se quebra contra uma alma assim encouraçada!
Forma-se na alma um oásis de harmonia. Entoa-se então, um
hino de redenção: BEM- AVENTURADOS
OS QUE CHORAM. Dizei-me como sabes sofrer, e eu te direi quem és.
Cada qual sofre conforme o nível em que se acha: um maldizendo,
outro expiando e outro bendizendo e criando.! Das três cruzes iguais,
do Gólgota.
Partiram três
brados diferentes. Somente justiça e amor são a reação
dos grandes. Para uma maior ascensão do espirito é preciso
saber utilizar a Dor, em lugar de combate-la. Não vos aponto como
supremo ideal humano à figura primitiva do herói da força,
que violenta e vence, mas- ainda que as massas não o compreendam
- indico-vos o super homem em que se fundem à vontade do dominador,
a inteligência do gênio, a hiper sensibilidade do artista
e a bondade do santo; o lutador sobre humano, que perdoa e ajuda aos seus
semelhantes. O Santo passa em missão; e só é grande
por inclinar-se a educar e levantar, no sentido destas vitórias
sobre a Dor.
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