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História 41 MARTA,
MARIA E LÁZARO.
Limitada pelo Mar Mediterrâneo e cortada de norte a sul pelo rio Jordão que vem lançar suas águas no Mar Morto. A palestina foi formada nessa época por três Províncias. Ao norte, a formosa Galiléia, com as cidades de Cafarnaúm, Magdala, Tiberíades, Caná, Nazaré, e Naim. Nesta Província, o rio Jordão forma o famoso lago de Teberíades, no qual Jesus e seus discípulos tanto estiveram. Está também na Galiléia, o Monte Tabor, onde Jesus, com seus discípulos Pedro, Tiago e João, realizaram o fenômeno de Materialização, Transfiguração e Voz Direta. No centro da Palestina ficava a Província da Samaria, e de uma cidade chamada Samaria, construída nos altos de uma montanha por motivos estratégicos. Era está cidade, capital da Província. Mais tarde o nome foi mudado para Sebaste. Havia um lugarejo chamado Sicar onde ficava o poço de Jacó no qual Jesus encontrou-se com a Samaritana quando esteve na Samaria. Ali ficava também o Monte Garizim, onde estava o Templo dos Samaritanos, lugar sagrado de sacrifícios e orações para os Samaritanos, e o é até hoje.
Emaús
cidade pequena com acontecimento Evangélico narrado pelos Evangelistas
"A caminho de Emaús". Do outro lado do rio Jordão, cidades como Cesaréia de Felipe, Betsaida, Gerada, Gerasa, e na Peréia ao sul, as margens do mar Morto, erguia-se a fortaleza de Herodes Ântipas, onde foi decapitado João Batista. Saindo Jesus de Jerusalém, com seus discípulos, caminharam por uma estrada poeirenta e iam chegando a um pequeno povoado.
Marta
tinha uma irmã, chamada Maria. Esta, ficava sentada aos pés
de Jesus, ouvindo seus ensinamentos com profunda devoção.
Marta agitava-se de um lado para outro, ocupada com muitos serviços.
Então aproximou-se de Jesus e disse: Senhor, não te importas
que minha irmã deixe que eu fique a servir sozinha? Ordene- lhe
pois que venha ajudar-me. _Marta, Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário, ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a "boa parte" e esta não lhe será tirada. Este povoado, chamado Betânia, era um lugarejo nas cercanias de Jerusalém, era lugar aprazível, e que Jesus gostava muito. Era para lá que se retirava, podendo com isso, sentir na amizade e carinho, das pessoas queridas, algum repouso e conforto. Em Betânia, moravam os irmãos Marta, Maria e Lázaro que hospedavam a Jesus, oferecendo no seu modesto Lar, os misteriosos afetos do coração.. Depois de um dia de trabalhos e pregações no templo de Jerusalém, onde pregava o Evangelho do Reino, e de percorrer os bairros pobres da cidade baixa, distribuindo bênçãos e curando doentes, sentia o Mestre, desejo e necessidade de um lugar ameno, longe do burburinho da cidade inquieta. Era em Betânia que se refugiava. Sentia grande amizade pelos irmãos Marta, Maria e Lázaro. A casa simples e acolhedora, possuía um pomar de figueiras, e plantas ornamentais. Canteiros de verduras indispensáveis á mesa dos moradores. Legumes, tais como, vagens, lentilhas, pepinos e outros suculentos legumes e verduras que eram naturais, à fecundidade daquelas terras, de solo rico e bem abastado de fontes. E neste cenário de encanto e tranqüilidade, verdadeiro oásis no deserto das inquietastes atribulações de seu trabalho messiânico, que Jesus e seus discípulos, sentiam-se ditosos e reconfortados. Para ali se dirigia o Rabi e Pedro quase o levava nos braços, tão cansado estava. Nem todos os pobres se dispersavam, alguns ainda o seguiam. Marta e outras mulheres, trabalhavam ao ar livre. Andavam a lidar no forno do quintal, na umidade de um dia de inverno, lavando roupa numa tina ou curvadas sobre o forno onde assavam pães, ou cozinhando lentilhas e verduras numa grande panela de barro. Seu corpo vestido de roupas grosseiras, as pernas vermelhas do frio e do calor do fogão, cabelos grossos e emaranhados do pó que as brisas traziam. E lá dentro está sua irmã Maria, cabeça velada por um véu caído e seus dedos tremem quando ela prepara o incenso que vai queimar para Jesus, e preparar-lhe a comida, aspargos ou espinafre, cosidos em fogo alimentado com os mais finos óleos. O rabi andava sempre de branco, como a escritura diz: "Fase que alva sempre seja a tua roupa e não falte óleo em tua cabeça". Para Marta, não há um momento de folga. Se não está cozinhando, está lavando pratos. Entretanto sua irmã, tem sonhos e visões do reino do Céu. Ali na casa de Marta e Maria, sentado à mesa com seus discípulos e com os que havia curado ou consolado, o Rabi de palavra fulminante não é mais o centro de intermináveis disputas e sim o Rabi do perdão e da reconciliação, da paz e do repouso. Depois que lavou os dedos, abençoou o pão e sobre ele fez a sua prece ao nosso Pai do Céu, salgou o pão e distribuiu os pedaços em redor da mesa Depois pregou e que doces eram suas palavras:" Sê dois de vós" disse ele, " se tornarem um só aqui na terra, então tudo quanto pedirdes vos será dado pelo Pai do Céu" E se teu irmão peca contra ti, repreende-o; e se ele se arrepender, perdoa-o. _Vós aí madraços! Pensai que porque o reino do Céu vem amanhã não tendes de varrer o chão hoje? Enquanto isso toca a trabalhar nos campos e ara-los até com o nariz se preciso for. E tu aí! Pretendes ficar deitado o dia inteiro? Sem fazer coisa alguma? Roda, roda! Vai juntar folhas secas, gravetos e estrume de vaca e põe-no a secar. Se não como posso acender o fogo? E Sulamith erguia a voz até contra Maria, por vê-la como criança mimada do grupo. Porque a verdade era aquela: Os que aderiam ao Rabi eram tomados de uma estagnação e uma espécie de indolência Divina.
Marta era sensata, laboriosa, ponderada: agia sempre com método e cálculo, demostrando uma razão amadurecida. Maria, possuía um espírito apaixonado, descuidada talvez das coisas praticas, entusiasta pela espiritualidade. Marta
era um exemplo de mulher impecável, aos olhos do mundo, enquanto
que Maria, não faria jus Em Marta predominava a razão, em Maria o coração. Marta, a mulher exemplar, raciocínio e bom senso. Maria, um astro que resplende no além e só de longe pode ser contemplado. Marta recebendo Jesus, teria pensado em cerca-lo do máximo conforto. Maria defrontando o Mestre amado, esqueceu-se de tudo, embalada pelo som mágico da palavra de vida. A palavra do Senhor, exercia em sua mente verdadeira fascinação; ela sorvia o divino verbo como a planta ressequida se embebe do orvalho matutino. Jesus representava para Maria o Alfa e o Ômega. Como
não ser assim, se foi ao influxo maravilhoso daquelas mesmas palavras,
que o lírio de Magdala se transplantou, dos pântanos da Terra
para os jardins siderais onde vicejam flores, cujo mimo, frescor e perfume
permanecem para sempre. Jesus disse: " Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada" Para o mundo a boa parte é o utilitarismo enquanto para Jesus, é o idealismo. Na balança da justiça da Terra, Marta, pesa mais que Maria; Na da justiça do Céu, Maria pesa mais que Marta. O mundo vê no idealismo, um desequilíbrio, uma loucura. Jesus manifestou-se por Maria, dizendo que ela escolhera a melhor parte. Os homens do século vivem aflitos e afadigados com mil preocupações, que os enervam, enquanto em verdade, poucas coisas são necessárias. São fictícias as necessidades que fazem o flagelo dos homens. Puros caprichos, criados pelas paixões desenfreadas, pelos vícios e taras mórbidas que alimentam por egoísmo. Rigorosamente falando, uma só necessidade realmente existe: o conhecimento de nós próprios, de nossa origem e de nossos destinos. Em tal, importa a magna questão da vida. A verdade é uma só. Caminhar na senda da perfeição, que é o senso da vida. "Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça, e todo o mais vos será dado por acréscimo" Em tal importa a" boa parte." Felizes os que a escolheram, pois não lhes será tirado. E poderão transportá-la para além do túmulo. È um sonho? È uma ilusão? Que importa. Há sonhos que se transformam em realidade e há realidades que se transformam em sonhos e mesmo em pesadelos. Os
bens e os prazeres mundanos, são realidades no momento, que se
tornarão em pesadelos no futuro. Aprendamos com Maria a escolha da "BOA PARTE" que não nos será tirada.
Em Betânia morava Simão o Leproso. Estranho porque não se tratava de um leproso. Se fosse não poderia viver ali; o nome lhe viera porque ele reunia em torno de si, os mais miseráveis e abandonados seres humanos. Não havia nenhum trapo humano, por mais estraçalhado que fosse, que Simão não recolhesse e com ele não partilhasse da mesma casa. Aquele homem não se arrepiava de deitar-se junto com os mais repugnantes aleijados, nem demolhar o seu pão no gamelo em que eles o faziam. "No fim" dizia ele, "nós todos iremos compartilhar da mesma cama comum, a Terra" Outros lhe davam o nome de Simão o Modesto. Encontrava-se ali, o mais profundo poço de misérias do Kidron criaturas que não possuíam coisa alguma, nem mesmo seus próprios corpos. Só possuíam uma coisa: doenças, ou eram possuídos por elas. Foi em Betânia, na casa de Simão o Leproso, que Jesus e seus discípulos de certa feita se encontravam, quando aproximou-se dele uma mulher, trazendo um frasco de precioso bálsamo, que lhe derramou sobre a cabeça, estando ele à mesa. Vendo isto, indignaram-se os discípulos e disseram: "Para que este desperdício"? Pois este perfume podia ser vendido por muito dinheiro e dar-se aos pobres. Mas Jesus, disse-lhes: "Por que molestais esta mulher? Ela praticou uma boa ação para comigo. Por que os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes. Pois derramando este perfume sobre o meu corpo, ela o fez para o meu enterro. Em verdade vos digo: Onde for pregado este Evangelho, será também contado o que ela fez, para memória sua."
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