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História 50 Gilberto Tema:
Amor à DEUS.
_Quem é? Gritou-lhe uma voz alegre junto ao ouvido. Dona Laura sorriu e respondeu prontamente: _É um menino gaiato que gosta muito de passear na chácara da vovó Joana. As duas mãos gorduchas se afastaram logo, um beijo gostoso ressoou na sala, e a carinha sardenta de um garoto de 7 anos apenas, apresentou-se junto ao rosto de Dona Laura. _Gostou de passear? Perguntou a mamãe beijando-o também. Os olhos do menino brilharam de entusiasmo ao descrever o que vira na chácara da avózinha
_Os filhotes, explicou ele, quase não tem penas e estão sempre de bico aberto, esperando o alimento que as mamães vão buscar, as vezes bem longe. E no entusiasmo falou de como alimentam os filhotes. _Elas colocam o bico dentro do bico dos filhos e lá deixam a comida. Depois, acrescentou, como se estivesse pensando em voz alta: "Se não fossem as mães, os filhotes morreriam de fome; coitados! São tão fraquinhos! Não podem voar."
_A bondade de Deus é tão grande, meu filho, que ninguém fica sem proteção. Gilberto nada respondeu no momento. Aproximou-se da janela que dava para o jardim e olhou para o Céu. Estava lindo! Todo colorido! Vermelho, rosa, levemente dourado. Era a hora do por do Sol. Olhou as flores, as avizinhas que cruzavam os ares, fugindo da noite que se aproximava... Depois como se estivesse pensando em vós alta, murmurou: _Deus é muito bom! Eu o amo muito, muito....Gostaria tanto que ele soubesse! Então mamãe Laura falou comovida: Gilberto ia dizer mais alguma coisa, quando naquele momento, abriu-se a porta e papai entrou, sorridente. Mãe e filho levantaram-se logo para receber o paizinho. Na manhã seguinte, o menino, como de costume, depois do café, foi olhar o jardim. Abriu a janela e... _Oh! exclamou muito assombrado, que foi que aconteceu? É que as plantinhas estavam dobradas para o chão, algumas mesmo com as raízes quase arrancadas. _Choveu toda a noite, explicou Dona Laura. Chuva acompanhada de ventania. Coitadas! Devem estar sofrendo. _Vamos socorre-las? Convidou ele, correndo logo para o jardim. Mamãe Laura nada respondeu, mas sorriu feliz, e foi ajudar o filho. Em pouco tempo as plantinhas estavam novamente erguidas, presas em estacas, com raízes bem firmes. Gilberto satisfeito olhou para a rua e viu um cãozinho muito molhado da chuva, que olhava para ele ganindo tristemente. Mais tarde passou por ali, um pobre velhinho, carregado de pacotes, o maior se desprendeu-se das mãos. Gilberto, de um salto pegou o embrulho antes que caísse no chão. _Obrigado pequeno! Nem sabes o bem que me fazes, disse o pobrezinho com voz tremula, isso é do meu patrão. São louças, explicou ainda assustado. O menino ficou contente e a mãe tornou a sorrir feliz. _Durma filho, tranquilo, por quatro vezes, hoje, destes provas de ter amor a Deus. _Por quatro vezes? Quais? Perguntou curioso. A mãe somente lhe respondeu: _Pensa um pouco e ficaras sabendo. Gilberto ficou só, deitado na cama, pensando, pensando. _Já
sei... gritou ele, sentando-se na cama, já sei.... E como Dona
Laura não voltou, novamente, sorriu e murmurou: Que bom... Mas
hei de provar o meu amor a Deus, ainda por muitas outras vezes. E assim
dizendo, cerrou os olhos e adormeceu feliz. Lembrando aqueles versos que
diz: A noite, poderás dormir Se disseres satisfeito. Eu hoje, pratiquei o bem. Não tive o dia vazio Trabalhei, não fui vadio E não fiz mal a ninguém.
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