História 56

O PANETONE DA FELICIDADE

Tema: fraternidade.

Indicação para crianças de 6 a 8 anos.

          Esta é Maria Lúcia. Ela mora em uma bonita casa com seus pais e uma irmãzinha doente. Tem também um belo cachorrinho, todo Pretinho que ela trata com muito carinho. Dá banho, penteia seu pelo. Ele tem em volta do pescoço uma coleira com seu nome gravado e endereço, para no caso de se perder, possa ser devolvido a ela, pela pessoa que o encontrar. Além disso dá-lhe comida e água todos os dias. Trata-o com carinho. E assim é que deve ser. Quem tem animais tem obrigação de trata-los. É boa aluna na escola, onde obtém boas notas, de comportamento e aplicação.

          Maria Lúcia saiu para ver as vitrines da cidade. Parou numa confeitaria, onde se viam vários bolos, doces e uma linda casinha toda de chocolate, com porta e janela. Tinha ainda uma chaminé. Tudo de chocolate. E o panetone então. Era grande e lindo. Todo enfeitado com confeitos coloridos e um grande laço. Maria Lúcia, pensou em dai-lo a sua irmãzinha doente.

          Maria Rita, estava acamada já, há alguns dias por causa de uma forte gripe. Seus pais não permitiam que saísse da cama até que ficasse bem melhor. (A gripe é uma doença que precisa ser bem tratada para que não venha a ser uma pneumonia que é uma doença mais grave.) Maria Lúcia ajuda a cuidar da irmãzinha doente. Embora o seu grande sonho, seja dar a ela um panetone bem bonito e gostoso.

          Assim pensando, voltou a confeitaria para comprar o tal panetone. Antônio sorriu. Antônio era o dono da confeitaria que estava realmente naquele dia toda cheia de doces e salgadinhos. Cestos enfeitados com balas coloridas, biscoitos salpicados de açúcar e tinha até panetones, embrulhados com papel brilhante todo enfeitado. Não era de estranhar que a pequena não tirasse os olhos da vitrine. Antônio viu que a garota sorrindo para si mesma tirou da bolça duas moedinhas. Colocou-as no balcão e disse: Quero comprar aquele panetone que esta na vitrine. Antônio contou as moedinhas, e não chegavam a dois reais. Aquele panetone, de fato, está uma beleza. Tinha levado mais de uma hora para confeita-lo. Por menos de cinco reais não posso vende-lo? Compre um menor sugeriu.

          Não é para mim e sim para minha irmãzinha que está doente, disse Maria Lúcia.

          Posso vende-lo por quatro reais. É o mínimo que posso fazer, disse Antônio.

          Não o venda a ninguém, vou voltar para casa e ver se tenho o dinheiro que falta. Volto ainda hoje. Guarde o panetone sim?

          Á tarde voltou com as moedas que faltavam.

          Minha irmã, vai ficar muito contente. Agora está muito triste. Quase nunca ri... mas com um doce assim, ficará contente. O senhor não acha que ela vai ficar feliz? Acho que sim, concordou Antônio. Tirou o panetone da vitrine e começou a embrulha-lo.

          Ah! mas que papel tão lindo disse a menina. Tem sinos e flores também.... e que fita bonita!

          Sim de fato, ele está muito bonito e gostoso também, disse Antônio.

          Mas na hora de receber o dinheiro, Antônio disse: Vou fazer mais barato ainda, por sentir que você é tão boa irmã.

          Muito obrigada! Bom dia para o senhor, disse a menina segurando o pacote nos braços morenos.

          Dá porta, mandou-lhe um sorriso cheio de covinhas.

          Antônio olhou a menina afastar-se e notou então que fora de sua loja, havia sol brilhante onde as criancinhas brincavam alegres e felizes, e de seu coração saíram estes palavras:

          Obrigado Senhor, por ter permitido a mim que sozinho neste mundo, encontrasse alguém a quem pudesse ajudar neste dia, que é véspera de Natal. Agora poderei continuar trabalhando alegre e feliz.

          Em casa Maria Lúcia, juntamente com mamãe pode oferecer a sua irmã Maria Rita, o belo panetone que daria alegria a sua querida irmã.

          É esse o milagre da FRATERNIDADE.

FIM

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