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JOÃOZINHO MACIEIRA DE WALT DISNEY Tema: Trabalho e progresso Comemorando o Ano Internacional da Criança Havia uma coisa que Joãozinho Macieira, gostava de fazer mais do que qualquer coisa no mundo. Era achar um lugar ensolarado, cavar um buraco e plantar uma semente de macieira. Pois ele sabia que a semente iria germinar e se transformar em uma linda fruteira. Joãozinho cavava seus buracos e plantava macieiras. Cavava um pouco mais e plantava um pouco mais. Até que toda área a sua volta estava pontilhada de macieiras.
Eu não sei o que vou fazer, quando não tiver mais lugar para plantar as minhas macieiras, falou Joãozinho aos seus amigos, os bichinhos da fazenda. Um dia ele estava andando pele estrada a procura de um lugar ensolarado, par plantar mais uma macieira, quando ouviu vozes cantando e se aproximando cada vez mais. Pegue uma diligência para o Oeste, não fique sozinho nesta vida! Então Joãozinho, viu que lá embaixo na estrada, vinha vindo uma longa fila de carroças, puxadas por cavalos. Ao lado de cada carroça, caminhavam homens fortes, vestidos com roupas de pele. Cada homem carregava o seu rifle. Eram os pioneiros. Os pioneiros estavam levando as suas famílias para os grandes espaços vazios do distante Oeste para ali começarem vida nova. Venha conosco rapaz, gritaram os pioneiros, quando viram Joãozinho em pé, na beira da estrada.
Quisera eu poder ir para o Oeste também, disse Joãozinho para si mesmo. Você pode, Joãozinho! disse uma voz ao seu lado. Quem falava era o anjo da guarda de Joãozinho. Nem todos os pioneiros tem que derrubar árvores. Você pode ser o pioneiro que vai planta-las. Onde quer que existam casas, as pessoas vão precisar de macieiras. E o anjo da guarda continuou: puxa Joãozinho, pense nas coisas que se pode fazer com maçãs.
Há também maçãs assadas, cozidas e fritas. Maçãs quente ao forno, e haverá sempre a gostosa compota de maçãs. Você será necessário no Oeste. Você terá muito o que fazer por lá. Mas eu não tenho carroça, nem faca nem espingarda... Bobagem, disse o anjo da guarda. Tudo o que você precisa é de uma pequena panela para cozinhar, uma boa quantidade de sementes para plantar e a Bíblia para ler.
Eu detesto dizer adeus- falou- porque vocês foram tão bons amigos para mim. Vou sentir muita falta de vocês quando estiver longe. Os animais ficaram desconsolados. Eles também sentiriam muita fala do amigo. Bem até um dia, disse ele finalmente. E lá se foi Joãozinho para o Oeste pela estrada dos pioneiros. Naquele tempo o Oeste era formado por florestas grandes, escuras e intermináveis. Um lugar assustador, para um jovem sozinho, sem uma faca ou uma espingarda.
Ele
não parece com os outros sussurrou a doninha. Ele não é
muito alto e nem parece tão forte, disse o esquilo. Também
não tem faca nem espingarda disseram os coelhinhos. Mas mesmo assim
ele é homem, lembrou um gamo aos outros. Por isso nós precisamos
ter muito cuidado. E eles observavam silenciosos. Finalmente chegou a uma pequena clareira. Aqui parece um bom lugar para plantar uma macieira. Então Joãozinho, largou sua panela, e sua Bíblia e pegou a sacolinha com as sementes de maçã, arrancou um galho fino e pontiagudo. Esta é a ferramenta ideal para se fazer um buraco e plantar uma árvore. Mas os animais, que estavam por traz das árvores, pensaram que aquilo fosse uma arma e saíram correndo o mais rápido que puderam. Oh, não! que desastre! _Há alguém aí? Perguntou Joãozinho. Afastando os arbustos para o lado, encontrou o pequenino com a patinha presa nos cipós. _Ora essa, disse- o que aconteceu com você amiguinho? Com cuidado, soltou o pé do coelhinho.
Tortas de maçã e maçãs em bolinhos. Sementes de maçã para alimentar os passarinhos. Cidra deliciosa e doce para tomar. Maçãs assadas, cosidas e para fritar.
Em
quase todas fazendas, macieiras com flores, davam sombra e gostosas maçãs.
Ele era bem-vindo em todas as casas. Gostava de ir as fazendas para ver
a construção dos celeiros ou a moagem do trigo ou a colheita
do milho. De tempos em tempos, viajava sempre rumo ao Oeste. E não
estava nunca sozinho. Enquanto ia cantando, de trás dos arbustos,
de cima das árvores, de dentro dos buracos da terra, vinham esquilos,
coelhos, quartis, e todos os animais da floresta. Este é o homem,
os bichos murmuravam Ele não tem faca, nem espingarda. Ele é
o verdadeiro amigo de todos nós. E o coelhinho pulava no colo de
Joãozinho e mexia os seus bigodes amigavelmente. E Joãozinho,
alem das macieiras que plantava, tinha um amigo em cada bicho da floresta. FIM |