História 88

COELHO ESPERTO

HISTÓRIAS DO PAI JOÃO

De WALTER DISNEY.

TEMA: ESPERTEZA

          Carlinhos e Maria ao voltar da escola passam pela casa do Pai João, que é um preto velho, que já foi escravo, no tempo em que havia escravidão no mundo.

          Carlinhos e Maria, gostam muito de Pai João, porque ele lhes conta bonitas histórias de bichinhos que pensam e falam como gente.

          Hoje os meninos lhe pediram que contasse algumas do coelho.

          Pai João contou...

História 1: O Tronco das gargalhadas

          A toca do coelho ficava num lugar oculto por canteiros de roseiras silvestres. Este coelho era muito esperto. Sabia disso e não escondia isso. de ninguém. De vez em quando ele aborrecia alguns com suas artimanhas. As maiores vitimas de sua esperteza eram o urso e a raposa. Ambos faziam planos, conspirando contra o coelho. Até quando dormiam, sonhavam que o capturavam. As vezes chegavam bem pertinho de sua presa, mas o coelho os ludibriava sempre. Certa vez agarrando-o, disseram que iam fazer dele um guisado.

          _É pena ! Disse o coelho, agoira que eu ia mostrar-lhes "O tronco das Gargalhadas", que fica num lugar secreto da floresta. Sinto vontade de rir só de pensar nele. A raposa e o urso pensaram um pouco. Bem que gostariam de conhecer, O tronco das Gargalhadas. Resolveram ir lá finalmente. Mas mantiveram o coelho preso por uma corda, forte e apertada. Partiram em seguida, indo o coelho a frente, saltitando e dançando.
          _Lá esta ele, gritou, lá está ele, o meu tronco das gargalhadas! A raposa e o urso olharam para dentro e de repente ZZZZZUUUU... Um enxame de abelhas saiu zunindo em perseguição aos dois curiosos, que fugiram pela floresta uivando de dor com as ferroadas das abelhas. O coelho riu até não poder mais. Ah, Ah, Ah, Ah... Eis o meu tronco das gargalhadas! Em casa, gemendo, o urso e a raposa se consolavam, pensando que algum dia ainda pegariam o esperto coelho.

História 2: A armadilha

          Estou cansado de ficar em casa! disse o coelho, certo dia _ Vou para longe.

          Assim saiu de casa Blam! Bateu a porta. Apanhu o martelo. Ba! Pregou bem a porta e depois saiu saltitando pela estrada. Assobiando e cantando, passou por uma cerca alta, atrás da qual havia magnívido milhara.

          Hum! - pensou - Aquele milharal é da Raposa. Parece delicioso. Hum! E lambendo os beiços: Não posso deixar de prova-lo! começou a se arrastar por baixo da cerca.

          Alguma coisa, envolveu-lhe a cintura.- VUPT! - E o coelho se viu no ar, preso numa corda que pendia da extremidade de um galho de árvore. E ali ficou balançando. OH! OH!.. Gritava: a malvada da raposa me apanhou em sua armadilha. Enquanto pensava em um meio de safar-se, viu que o urso se aproximava. AH! agora havia uma esperança. Sou esperto. Farei com que esse urso bobo me liberte desta armadilha. E gritou:

          _Olá, amigo urso!

          _O urso olhou para cima.

          _Olá coelho, o que está fazendo ai em cima?

         _Quem...? Eu...? Ora, apenas... trabalhando!

          _Trabalhando? O urso coçou a cabeça.

          _Que tipo de trabalho é esse?

          _Trabalho de 1000 reais por minuto. Explicou o coelho. Estou afugentando as gralhas do milharal! É coisa que você não pode fazer e o pagamento de 1000 reais por minuto é bem tentador.

          _Porque não posso fazer esse trabalho tão bem como você? Enquanto os dois conversavam assim, a raposa despertava do sono em sua casa, no alto do morro. Olhando em volta, viu o coelho balançando por cima do milharal, na armadilha que preparara.

          Encaminhou-se para lá com passos rápidos. Mas o coelho vendo-a aproximar-se, compreendeu que tinha que se livrar da armadilha o mais depressa.

          _Pobre urso, disse ele, balançando a cabeça muito triste. Se seus bolsos não estivessem recheados de dinheiro, como irá comprar presentes no natal para sua família? Como comprará o peru... a torta de abóbora?

         O urso pareceu preocupado.

          _É verdade, coelho. Tenho que ganhar logo muito dinheiro. Bem quisera ter esse seu emprego de 1000 reais, por minuto.

          _Tire-me daqui, trocaremos de lugar. E assim fizeram. Quando a raposa chegou, o urso pendia do galho da árvore e o coelho estava longe, com os bolsos cheios de grãos de milho, doces e deliciosos. A raposa mal podia acreditar no que via.

          _Que está fazendo urso?

          _E... Estou ganhando 1000 por minuto.

          _Não está ganhando nada, está é fazendo papel de bobo. Deixou que o coelho sabidão fugisse. Nisto, ouviram o coelho rindo...

História 3: O boneco de peixe

          Certo dia a raposa e o Urso estavam sentados na floresta. Em dado momento, a raposa falou: Vou fazer uma nova espécie de armadilha que com certeza apanhará o coelho. Arranjando um pouco de piche, pôs-se a trabalhar. Fez um boneco e o vestiu com as roupas do urso. Em seguida, levaram o boneco e o colocaram a beira da estrada. Feito isto, a raposa e o urso se esconderam até que o coelho apareceu e curioso, se dirigiu ao boneco de piche.

          _Olá? É claro que o boneco não disse nada. O coelho esperou e se dirigiu a ele com voz mais alta: Não tem educação? O que custa responder à minha saudação?

          O boneco nada falou e o coelho se enfureceu. Atingiu o boneco bem no nariz, ficando com a mão presa. A raposa e o urso de longe viam tudo.

          _Solte minha mão!

          Para dar uma lição ao boneco o coelho recuou a outra mão e... POM!... Mas a outra mão também ficou presa. Zangadíssimo o coelho chutou o boneco de piche, com ambas as patas.

          E agoira, estava tão preso no piche que quase não podia mais se mexer. A raposa e o urso saíram do matagal e começaram a dançar em volta do coelho, rindo e zombando.

          _Seu coelho disse a raposa. Por muito tempo você foi o manda chuva. Agoira sou eu quem manda, e vou assa-lo.

          O coelho teve medo, mas como era muito inteligente, disse:

          _Asse-me mas por favor, não me atire nos espinhos das rosas silvestres! Esfolem-me, arranquem-me as orelhas, mas por favor, não me atirem nas roseiras silvestres.

          Mas não há duvida de que ele tem medo dos espinhos, falou a raposa. E é exatamente para onde ele vai.

          Então a raposa, pegou o coelho e Pimba! Atirou-o dentro das roseiras. Desta vez o coelho não nos amolará mais. Mas o que viram. O coelho assobiando e cantando, tirando o piche dos bigodes com o espinho da roseira.

          _Nasci e me criei no meio das roseiras, ria o coelho. E rindo e saltando, correu para longe. A raposa e o urso, continuam procurando-o até hoje.

          O nosso coelho é assim mesmo. Com sua inteligência e safadeza sabe muito bem como se livrar da raposa e do urso. Então vive sempre descansando na sombra de uma árvore.

FIM

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